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TÉCNICAS DE ACUPUNTURA - VENTOSAS

27/10/2016 10:03

TÉCNICAS DE ACUPUNTURA - VENTOSAS

FERNANDA DE ALMEIDA MENDONÇA NORONHA 

JÚLIA MONTE DE ARAÚJO VALIM 
MIGUEL JOSÉ MALDONADO BISPO

Como um sistema médico alternativo, a MTC tem sido usada cada vez mais ao longo das últimas décadas. Tal desenvolvimento voltado ao consumidor 18 resultou em introdução de programas de educação para a formação profissional, o desenvolvimento de produtos e sistemas de regulação profissional e geração de um crescente interesse na pesquisa. Esforços significativos têm sido feitos para validar a qualidade, a eficácia e a segurança das intervenções da MTC, evidenciados por um número crescente de estudos publicados e revisões sistemáticas (XUE et al., 2010).

A acupuntura é um componente da MTC, que pode ser rastreada pelo menos até 2.500 anos atrás. A teoria geral da acupuntura é baseada na premissa de que existem padrões de fluxo de energia (Qi) através do corpo que são essenciais para a saúde. Interrupções desses fluxos acredita-se serem responsáveis pelas doenças.

A acupuntura pode corrigir desequilíbrios de fluxo em pontos identificáveis na pele, no corpo todo (YAMAMURA, 2001). A acupuntura é uma família de procedimentos que envolvem a estimulação de localizações anatômicas na pele por uma variedade de técnicas.

Há uma variedade de abordagens para o diagnóstico e tratamento em acupuntura e o ocidente incorporou tradições médicas da China, Japão, Coréia e outros países. O mecanismo mais estudado de estimulação dos pontos de acupuntura emprega penetração da pele por meio de agulhas metálicas finas, que são manipuladas manualmente ou por estimulação elétrica (AUTEROCHE; NAVAILH, 2004).

O presente trabalho tem como objetivo apresentar diversas técnicas que substituem a agulha, tais como a moxabustão, ventosaterapia, colorpuntura e magnetopuntura.

VENTOSAS

Onde as agulhas não funcionam, deve aplicar moxabustão, e caso ainda não se obtenha bons resultados, coloque ventosas (MANSOUR. 2013).

As ventosas são um tipo de terapia não invasiva, que tem como procedimento básico, a colocação de campânulas ou copos redondos de vidro sobre a pele, gerando a sucção do local, como ventosas.

São copos, ou campânulas chamados de ventosas, são aquecidos internamente com fogo, que cria um vácuo pela queima do ar em seu interior. São imediatamente aplicados em áreas específicas do corpo, principalmente nas costas, ou em pontos dos meridianos, gerando uma força de sucção.

Seu principal efeito terapêutico é controlar a corrente sanguínea e tem como base a troca gasosa, visando limpar o sangue pela pele, já que a ventosa tem a mesma fisiologia da troca gasosa do pulmão e dos rins.

Desse modo, eliminando os gases e toxinas estagnados no corpo pela pressão negativa produzida pelo vácuo, torna o sangue bioquimicamente equilibrado, com o pH das células homogeneamente estável.

Segundo a MTC (Medicina Tradicional Chinesa), as toxinas acumuladas pela sujeira da água, dos alimentos, ou emoções desequilibradas causam a estagnação do sangue coagulado, escuro, sujo, nos músculos das costas ou nas articulações, causando as doenças, daí a necessidade de retirá-lo para que a pessoa possa se restabelecer (MANSOUR. 2013).

É tida como o "Tratamento Negativo", que consiste em trazer as células doentes do sangue, do interior do corpo para a superfície, através de fortes absorções. Este método recupera as células doentes.

Sua Origem e História:

Utilizada desde o antigo Egito, ela é também mencionada nos escritos de Hipócrates e praticada pelo povo Grego no século IV a.C.

O antigo instrumento utilizado para fazer ventosa era a cabaça. Pelos índios americanos era utilizada a parte superior do chifre dos búfalos para provocar o vácuo por sucção oral na ponta do chifre, sendo em seguida tamponado.

Segundo Mansour, 2013, os antigos curandeiros conseguiam com seus poderosos músculos faciais e a agilidade, extrair com a boca, por sucção e logo cuspindo, o veneno das cobras, aliviando a dor e as câimbras no abdômen nos infectados.

O uso de ventosa no Oriente foi desenvolvido com base na acupuntura. Ela se fundamenta na crença de que a resistência contra a doença pode ser alcançada, induzindo o corpo a se curar pela aplicação de ventosas em pontos dos 12 meridianos ou em nódulos de reação positiva.

O uso de ventosas no Ocidente antigo era um elemento terapêutico corriqueiro e de grande valor, pois na falta de outros elementos da ciência, a ventosaterapia era utilizada praticamente na cura de todas as doenças.

A Europa desenvolveu a ventosa como conhecemos hoje, empregando o vidro.

Os Tipos de Ventosas

Ventosa seca: 
Deixa manchas ou hematomas de coloração vermelha, marrom, roxa ou até preta no paciente. Elas permanecem no local por uma ou duas semanas e não causam dor. Assim faz-se o diagnóstico da qualidade do sangue do indivíduo.

Ventosa molhada: 
Promove a leve retirada de sangue antes de sua aplicação com equipamento específico. Ela acompanha o tratamento com sangria porque é necessário cauterizar evitando-se o surgimento de uma infecção.

Ventosa deslizante: 
Evita o hematoma e obtém os benefícios da técnica. É um recurso interessante para os fisioterapeutas e massoterapeutas, pois quando associada com a massagem, usando-se um meio lubrificante, demonstra ótimos resultados para redução da gordura localizada e principalmente das celulites. A massagem é usada trazendo um extraordinário benefício de relaxamento físico-mental, além de tratar doenças. Oferece bem-estar ao indivíduo, mantendo a flexibilidade dos músculos e eliminando os nódulos de tensões.

Indicações e Benefícios: 
O tratamento 100% alivia problemas de reumatismo, nevralgias, aumenta o nível de cálcio do sangue, ativa secreção hormonal, acelera digestão, acalma o nervosismo e auxilia contra o stress, eliminação de dores, tensões e contraturas musculares, melhora o aspecto de cicatrizes cirúrgicas, fortalecimento dos vasos sanguíneos, controla a pressão arterial, arteriosclerose, bronquite, enfisema, asma, febre, tosse, gripes e resfriados, alergias, furúnculos e intoxicações, comprometimentos da circulação, cansaço, formigamentos, dormências nos membros superiores e inferiores, dores de cabeça e ondas de calor, trocas gasosas, regula o pH sanguíneo, intoxicação por substâncias químicas, remédios, gases e elimina todas as toxinas.

A ventosa pode ser aplicada por cima da agulha, puncionada na pele, ao mesmo tempo, aumentando o valor terapêutico uma da outra.

Na estética a ventosaterapia é muito utilizada como na redução de celulite e gordura localizada, através de ativação da circulação sanguínea e linfática, reduzindo a retenção de líquidos no organismo feminino.

Contraindicações e Efeitos: 
O método não apresenta efeito colateral, mas é contraindicado em caso de suspeitas de hemorragias de qualquer natureza, gestantes acima de sete meses, em pacientes com dermatites, psoríase, micoses, cortes e ferimentos recentes, insuficiência cardíaca de hipertensão do fogo, quadros viróticos e osteoporose severa.

Cada sessão de ventosaterapia dura cerca de 40 minutos e pode deixar hematomas, que desaparecem naturalmente em poucos dias.

Efeito Colateral: 
A ventosa é excelente para tratar doenças de origens crônicas, isso porque se uma pessoa possui o metabolismo relativamente baixo, por exemplo, ela pode ter como causa um fator sanguíneo de excesso de acidez ou alcalinidade, e esse tratamento contribui eficientemente para que ocorra uma mudança na qualidade do sangue do indivíduo.

Trata-se de um processo normal se ocorrer dos problemas parecerem piores após o tratamento, devido uma mudança da patologia que se transforma da fase crônica para aguda.

Por isso deve-se fazer uma orientação prévia para o paciente não se assustar com a situação apresentada, mas o local atado melhora efetivamente, acabando com o desequilíbrio em questão e as condições de saúde do indivíduo ficam ótimas.

Precauções Importantes: 
Tem que ter cuidado ao aplicar as ventosas em mulheres grávidas e pacientes cardíacos. Deve-se levar em consideração o quadro clínico.

Mulheres que se encontrem no período menstrual podem fazer ventosa de maneira suave. Para que o tratamento de ventosa seja bem-sucedido é necessário orientar o paciente para que ele, em parceria com o tratamento, controle da alimentação, beba bastante água, visando auxiliar na fabricação de sangue com qualidade.

A ventosa associada com a acupuntura, moxabustão, alimentação natural, ou qualquer outra terapia favorece ainda mais o tratamento.

Uma aplicação não deve ser realizada muito distante da outra para não se perder o efeito do tratamento.

E não é necessário esperar desaparecer por completo a reação (hematomas) do primeiro tratamento.

A quantidade normal para uma aplicação é tratar uma vez ao dia, mas isso depende da situação do paciente.

Para pacientes sem restrições, caso o objetivo seja um tratamento que vise apenas a manutenção da saúde, de deve-se então efetuar uma aplicação a cada 15 ou 30 dias.

Orientado por prof. Gilberto Ramos, adaptado por profa. Brena Montanha.